Novembro. Dia 12. 2010

Sem espelhos a vida flui sem ti. Tu, que finges não ver, de repente te enxergas num arco-reflexo repentino: serei eu ou é a própria carne? Pergunta do tipo: Será o Benedito? Ou é o filho dele? E é assim mesmo, a existência não prevê espelhos a cada ato. Seria bom para o governo, inclusive, instalar espelhos na rua para que a população, enfim, se conhecesse. Talvez a imagem, mesmo a imagem do outro, refletida, faria mais impacto do que a própria que entra direto pela retina. De repente assim, as barrigas-de-lombriga, os mendigos nus e todas as meninas putas e recém-nascidas fariam correr a lágrima sofrida que a alta burguesia derrama sobre as novelas-das-oito.

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