2 minutos ao sol de dezembro

Peço o quadrante final do apocalipse.
Reitero anuência ao governo fatal
Repito o prazer misericordioso e
me curvo ao demolidor

Trago as estruturas longe do peito.
A instituição é minha matéria
Indivisivelmente única
e perene

Sou a ante-sala da certeza
A indubitável sensação do talvez
que carrego nas tintas
e levo no lombo

Me acomodo no sol lascante
Do feno que me arde
até as vísceras
-Dói o quanto vale
– Vale o quanto mereço

Sob o Rio de fogo
Durmo que nem criança
da cidade que nasci
Na impureza eterna
das cores
das raças
dos suores e amores
Indivisivelmente únicos

Cato uma marchinha
e minha alma canta

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Uma resposta para 2 minutos ao sol de dezembro

  1. Priscila Cabral disse:

    Victor, meu querido, eu juro que quero ser como você quando eu crescer. 🙂
    Porque você manda o seu recado de um jeito tão sutil. Você é um gênio!!
    Beijo no coração!!

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