Jai guru deva om

Os sons, em alturas extremas, estridecem os tímpanos. As palavras, em tons extremos, incomodam a consciência e agradam o ego de quem as emite. Na hora certa, os minutos se esvaem e a calma refresca. Como uma brisa que chega nos ouvidos num campo verde e aberto ao sol, a paciência é mais do que um sentimento, mais do que uma qualidade do estilo caderno Viver Bem. Os canais podem ser retroalimentados, de raiva, amor, intriga. A angústia não, essa se resolve sozinha. O que acontece é que muitas vezes é preciso cultivá-la nas vísceras, nos pulmões de respiração-fraca-e-rápida e nos dias de vida que se perde com isso. Mas é preciso. Muitas vezes para aplacar toda a ferida na alma. Há tempos melhores para se fazer uma canção do que para cortejar alguém. Conformando: às vezes é preferível calar-se do que palavrear seu ego. Questão de Einstein, E=mc2, karma, matéria finita… essas coisas voltam. Vai que um dia você cruza a rua e encontra o seu anti-eu de terno-e-gravata, cabelo escovado e uma pasta de couro na mão direita.

And in the end, the love you take is equal to the love you make.

Feliz ano novo.

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