PIO

Entre    vagas    e    lentas    pressões    meus    olhos
Te   veem   como   se   já   não   vissem
Nada  mais  do  que  um  corpo
A mais
Amais.
E    sabendo    secos    e    vazios    tratam     de
esquecer   e   a   trocar   de   função
com  o  coração  batendo  em
retirada do seu campo
De visão
Divisão.
E assim
Numa  onda  oscilante 
Lampejam   num   arrependimento
que    quase    se    concretiza    em   certeza
Mas   covardes    abrem    -se    envergonhados  de  dúvida
de   um   dia   ter   ameaçado   esquivar   da   linha
direta   que  faz   teu   olhar  com  o   meu
Somam-se à quietude do corpo
Fechado  igual  às bocas
Mudas  sem   gosto
De sabor amargo
Envenenadas
De palavras
Proféticas
Estéticas
Poéticas
Sujas
Sem
fim
.

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Uma resposta para PIO

  1. Priscila Cabral disse:

    Tá inspirado!!
    Gostei do movimento da poesia. Só que a onda bateu e recuou, né? risos
    Beijoo

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