Miséria do discurso

Se concordamos que a matéria é finita, a miséria não nasce da falta, mas do excesso.

Se a lógica é uma só, toda antítese não faz sentido.

A maior importância da história não é contar o passado, mas saber que ele existiu.

Se a síntese é uma abstração, todo aforismo é uma arrogância.

Egocentrismo é um míope envergonhado.

Todo sadismo pressupõe um masoquismo fingido.

Penso logo: existo.

Se a fotografia rouba a alma das pessoas, os poemas enjaulam sentimentos.

A saudade não é uma falta, mas a presença do indesejável.

A única coisa que une a humanidade é a obsessão pelo início e pelo fim.

A abstração cria verdades. As verdades desmentem abstrações.

A dignidade só faz sentido pelos olhos dos outros.

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Uma resposta para Miséria do discurso

  1. Paulo disse:

    Saldo final: eis a riqueza da ‘miséria do discurso’ (ou o discurso consciente de si mesmo ou do que pode ter de miserável) :0

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