De lugar nenhum

para Santuza Cambraia Naves

Viveria em terras distantes, de paisagens inconscientes, frutas exóticas e almas excêntricas

Alimentaria meu delírio, contra os quentes trópicos, de tristes tendências e felizes coincidências

Ficaria sóbrio, inebriado de virtudes à filosofia alemã

Soaria sádico, numa poesia pagã

 

Mas no planeta meu mundo é hoje

 

Na terra em que for, seremos um país

tórrido

antropofágico

pós-utópico

 

De dia, almoçaremos tranqüilos

Pra noite voltarmos cantando

no barro onde veio o limo

num mundo encaetanado de Oswalds

Marios, Octavios

e Paz

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para De lugar nenhum

  1. Pri disse:

    Incrível como este jangadeiro viaja por terras estrangeiras e retorna mais tropicalizado.

    Lindo poema!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s