Saturno

Quando ele voltou
Foi-se o equilíbrio
Na foice dos dias

Cem asas de apoio
Vinte anos de vida
e um espírito anfíbio

Tudo foi no refluxo
D’uma órbita lenta
Tímido à medida
de um susto

Quando ele voltou
os ares de Áries
ao espanto dos peixes
sobrepuseram
num alento

Na rotina do caos
romperam-se os pares
Salvou-se a fantasia
no inverno
que invento

Quando ele voltou
Dez quilos de poesia
estragavam ao mar
No sal de um meio-dia

Cem anos de solidão
os ensaios de cegueira…
Nem as veias abertas
Guarneciam a rebeldia

Levou um caminho
Um plano e uma direção
Tudo coube na despedida:
Menos o meu violão

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